No Oriente Médio, esculturas de Damien Hirst representam a evolução da vida

O artista britânico Damien Hirst, além de ser considerado como o mais caro do mundo, também coleciona polêmicas com suas obras extravagantes e provocadoras. No Catar, mais especificamente na capital Doha, cidade na qual as mulheres locais ainda aderem às tradições islâmicas, está exposta sua série de esculturas gigantes, que representam o desenvolvimento de um feto, da fecundação até o nascimento.

No total, são 14 peças monumentais de bronze, pesando entre nove e 28 toneladas e medindo entre quatro e 10 metros. Instaladas em frente ao Centro Médico e de Pesquisa Sidra, estima-se que tenham custo de 17,5 milhões de euros ou 75,4 milhões de reais, sem contar os honorários do artista.

Nomeado de “A Viagem Milagrosa”, o conjunto foi encomendado pela princesa Sheikha Al Mayassa, irmã do emir do Catar, considerado um dos amantes da arte mais importantes do mundo. O hospital abriga uma impressionante coleção de arte contemporânea com 65 obras de arte. A intenção de Al Mayassa é de transmitir a mensagem de progressismo em um país árabe.

As peças ficaram cinco anos cobertas, supostamente pelas críticas que geraram, segundo apuração da agência internacional AFP. Trata-se da primeira escultura nua do Oriente Médio. A polêmica chegou a correr o mundo, o que colaborou para tornar conhecido o centro médico destinado a mulheres e crianças.

Sheikha Al Mayassa é presidente da Autoridade de Museus do Catar (QMA) e impulsiona a educação no país por meio do Museu de Arte Islâmica. Segundo ela, o museu não apenas preservará e documentará a vasta diversidade da arte regional, como também proporcionará um local para a comunidade internacional aprender sobre uma cultura islâmica.

No total, são 14 peças monumentais de bronze - Créditos: avarchitecture.co.uk
No total, são 14 peças monumentais de bronze – Créditos: avarchitecture.co.uk